Artigos do Pastor Ricardo
14/01/2009
Que país é esse?
 
Há algum tempo uma revista de circulação nacional divulgou a seguinte manchete: Nação evangélica. Confesso, senti-me envaidecido, orgulhoso, tanto quanto um yankee ao ver seu pavilhão estendido pelo mundo. Senti-me acima dos demais, membro de uma casta superior. Confesso meu pecado. Afinal, sou ser humano feito dos mesmos materiais de qualquer um.

Com o andar da carruagem, comecei a dotar-me de uma visão crítica dessa dita “nação”. Envergonhei-me, revoltei-me. Confesso mais esse pecado. Afinal, sou ser humano feito dos mesmos materiais de qualquer um.

Uma das principais premissas do evangelho de nosso Senhor é que essas boas novas são o poder de Deus manifesto, transformando o homem. Mudança para melhor, subida de degrau. A idéia de uma verdadeira promoção não é sequer errada. Saímos de criaturas para filhos. Glória a Deus por isso.

Mas pergunto eu: o que todo esse poder transformador tem feito na nação brasileira? Se a mudança é para melhor, nossos índices têm que mudar. Aonde chega uma igreja o inferno tem que tremer, bares fecharem, prostíbulos serem transformados. Porém, o que vemos?

Jesus declarou que no fim dos tempos os homens seriam egoístas e amantes de si mesmos. Essa é uma palavra profética que tem que estar fora da igreja, e não retratá-la. É o perfil do mundo, o retrato fiél do que a carnalidade anseia. Porém, não creio que seja isso que vemos.

Será que nossos templos, nossa religião e fé têm agido como ente transformador? A nação evangélica aonde chega tem levado a marca da mudança da sociedade onde está inserida? Como estão nossos índices sociais? Violência, crime, analfabetismo, fome, entre outras mazelas da sociedade, têm experimentado o poder transformador?

Acho que posso parar por aqui. Pense nisso, reflita e escreva você mesmo o parágrafo final deste artigo.

Pr. Ricardo Espindola
pastor.ricardo@ibcb.org


Artigos do Pastor Ricardo
 
14/01/2009: Que país é esse?

03/07/2008: Homofobia: crime ou pecado

15/04/2008: A força da fé
Outros artigos publicados
 
Siga no Twitter
 
Pr. Ricardo@

Júnior Alves@

UniJovem@